terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Beatriz Araújo pede exoneração do cargo

Produtora cultural apontou necessidade de tempo para dedicar-se a projetos de sua empresa como o principal argumento para deixar o governo.

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 
A Secretaria de Cultura (Secult) de Pelotas não está mais sob o comando de Beatriz Araújo. A carta de exoneração foi entregue na tarde desta segunda-feira (20) ao prefeito Eduardo Leite (PSDB), em encontro que durou aproximadamente uma hora. No documento e também na conversa com o chefe do Executivo, no gabinete, a produtora cultural apontou a necessidade de tempo para dedicar-se a projetos de sua empresa - a Ato Produção Cultural - como o principal argumento para deixar o governo. Não haveria qualquer contrariedade de ordem política à decisão. Esta é a segunda mudança no primeiro escalão. Em novembro, a titular da Coordenadoria de Transparência e Controle Interno, Hilda de Souza, pediu afastamento do cargo para assumir tratamento de saúde em Porto Alegre.
Nesta terça, às 15h, o prefeito reúne-se com funcionários da Secult. A intenção é de que a equipe montada por Beatriz Araújo possa permanecer ao lado do novo secretário. O superintendente Giorgio Ronna, à frente da secretaria - interinamente - desde o final de dezembro, quando Beatriz saiu em férias, seguirá como substituto até o anúncio do novo nome. A dúvida é sobre qual partido ficará com a cadeira. Bia, afastada do Partido Popular Socialista (PPS) desde 2007, pertencia à cota pessoal do prefeito.

"É legítimo que os partidos apresentem os nomes que têm à disposição. Vamos analisar", afirmou o tucano. "Mas gostaríamos que a equipe da Secult, que temos na mais alta conta e está bastante entrosada, possa permanecer". Eduardo Leite lamentou a saída de Beatriz e fez questão de destacar sua contribuição no primeiro ano de mandato. "Uma missão importante, em um ano que é sempre o mais difícil: de estruturação do trabalho, de planejamento das ações, de implementação de filosofia".
A palavra de Beatriz Araújo
Em conversa, por telefone, no final da tarde desta segunda, a produtora cultural falou sobre a tomada de decisão e fez rápido balanço sobre os 13 meses de atuação nesta segunda passagem pela Secult. A outra ocorreu de janeiro de 2005, quando Bernardo de Souza (PPS) assumiu a prefeitura de Pelotas, a junho de 2007, quando foi exonerada pelo prefeito Fetter Júnior (PP).
- Pontos positivos: A aprovação de R$ 32 milhões pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, para investir na recuperação do patrimônio, desponta como saldo positivo. As comemorações pelo Dia do Patrimônio, nos dias 17 e 18 de agosto, quando a comunidade ganhou a oportunidade de (re)conhecer vários prédios e espaços - com programação especial e visitas guiadas - também foram lembradas por Beatriz Araújo.
A consolidação do Procultura e a abertura de editais para seleção pública, para definir contemplados com projetos, foram igualmente mencionadas pela secretária, que reassumiria o cargo no começo de fevereiro. "São ferramentas que tornam democrática e transparente a gestão dos recursos", ressaltou.
- Festa popular: As polêmicas que costumam rondar o Carnaval de Pelotas, com indefinições sobre o local da folia, sobre quem entra ou não na passarela e - não raro - sobre quanto será destinado às entidades, não teriam pesado na balança. "Ainda que possa ser um ponto negativo, não agradar os carnavalescos é algo que não me causa surpresa", admite. "Muitos, quando têm acesso a um microfone, a uma emissora de rádio ou a algum vereador, tentam desestabilizar todo um trabalho".
Em 2014, entretanto, com a nomeação do superintendente de Manifestações Populares, Francisco Rangel, a negociação com as entidades deve ser facilitada - aposta. E vai mais longe, ao acreditar no sucesso da festa: "Com a decisão das escolas do Grupo Especial em não desfilar, a cidade receberá a oportunidade de resgatar uma tradição maior, que é do Carnaval participativo e não do Carnaval espetáculo. Vai ser muito bom para cidade".
- Cenário distinto: Beatriz Araújo foi exonerada da Secult em 27 de junho de 2007. O prefeito Fetter Júnior apontou a "oposição sistemática a iniciativas do governo" como argumento à decisão. Depois de uma coletiva de imprensa que ela chegou a convocar, seis pessoas da equipe pediram para deixar os cargos de diretores, em solidariedade à produtora.
"Naquele momento havia litígio. Agora é muito diferente. Sempre tivemos liberdade de atuar. Nunca tivemos um projeto imposto, um projeto glosado pelo prefeito Eduardo".
Fonte: Diário Popular
Foto: Paulo Rossi infocenter DP 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sem água na torneira para a virada do ano

Na casa da diarista Giovana as torneiras estão secas há dias (Foto: Moizés Vasconcellos - DP)
Na casa da diarista Giovana as torneiras estão secas há dias (Foto: Moizés Vasconcellos - DP)
As notícias não são nada promissoras para os moradores do Laranjal, em Pelotas. Segundo o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), o ano-novo deve começar sem água nas torneiras do bairro, devido à grande demanda. O problema, que vem se agravando desde o início de dezembro, deve se estender até o dia 5 de janeiro, quando o número de veranistas tende a diminuir e o fornecimento normalizar. Há mais de dez anos a chegada do verão e o aumento do fluxo de turistas são sinônimos de dor de cabeça para os moradores do local, obrigados a conviver com a falta de água e o excesso de explicações por parte do órgão responsável pelo abastecimento.
No entanto, soluções efetivas para o problema são poucas e a população continua sofrendo ano após ano, mesmo pagando a conta em dia. “Não aguento mais isso. Tenho criança pequena em casa e nem para dar descarga no vaso tem água”, afirma a professora Jacinta Lourdes Bourscheir, moradora da rua Uruguaiana, próximo à orla do Laranjal. Mesma situação da diarista Giovana Lopes de Lopes, há dias sem água. “Uma amiga veio de Florianópolis me visitar e vai embora porque não pode nem tomar um banho.” Na sua casa a água só sai de numa torneira baixa, localizada no pátio e apenas em alguns horários. “Tenho até perdido trabalhos, pois sem água não tenho como limpar e as casas daqui (Laranjal) estão todas sem.”
Enquanto isso, o Sanep tenta explicar o contratempo sem muito sucesso. “Não temos o que fazer. Estamos no limite da nossa produção de água. Vamos tentar remanejar de outros bairros para o Laranjal, mas isso não fará muita diferença”, informa o diretor-presidente do órgão Jacques Reydams. Por dia, 38 milhões de litros de água são direcionados ao Laranjal, volume insuficiente para atender o grande consumo, agravado pelo calor. Desde sábado, dois caminhões-pipa estão tentando complementar o fornecimento de água nos balneários. Quem estiver sem água em casa pode telefonar para (53) 3026-1092 e pedir o auxílio dos caminhões.
Solução ainda vai demorar
Na semana passada, o Sanep afirmou em comunicado que as quedas de luz na região onde fica a Estação de Tratamento (ETA) do Sinott seriam a principal causa da falta de água no bairro Laranjal. O órgão informou ainda já ter entrado em contato com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), pedindo uma solução para o caso. A partir de 2014, R$ 40 milhões devem ser investidos na construção da ETA São Gonçalo com capacidade de produzir 42 milhões de litros por dia, volume suficiente para minimizar o transtorno. As obras devem ser licitadas até 15 de janeiro e concluídas em três anos. "Não teremos mais aquela desculpa de que faltou energia, faltou água. Essas são as ações possíveis antes da conclusão da nova estação de tratamento", conclui Jacques Reydams.

sábado, 21 de dezembro de 2013

"Doce Folia 2014"


Se nada mudar, apenas a Telles irá entrar na passarela!

"As Escolas de Samba de Pelotas não comporão a programação oficial do Carnaval de Pelotas. Nem de camisa, nem sem camisa, nem pelado, nem de roupa", diz vice da Academia do Samba


 Documento que oficializa a decisão foi entregue nesta sexta                                       (Foto: Laura Trápaga - Especial DP)

Um documento que oficializa a decisão das entidades carnavalescas de não desfilar no Carnaval do ano que vem, foi entregue nesta sexta-feira (20) durante uma reunião entre o prefeito Eduardo Leite (PSDB) e os representantes das escolas de samba do Grupo Especial.
Segundo o chefe do Executivo, um novo formato e regulamento devem ser pensados. De qualquer forma, as entidades que tiverem interesse em desfilar terão seu espaço assegurado para a diversão popular.
Logo após a entrega do documento, o interlocutor das escolas de samba do Grupo Especial, representante da Unidos do Fragata, Édson Planella, entrou em contato com o Diário Popular para informar sobre a oficialização da decisão das entidades, que realmente não vão desfilar, nem como bandas. Somente a General Telles irá para a passarela do samba. Conforme Planella, as demais pedem no documento entregue nesta sexta, que o prefeito, por meio de emenda, destine a verba que seria destinada a elas para a construção da pista definitiva do Carnaval.
Na tarde desta sexta o vice-presidente da Academia do Samba, Francisco Teixeira, se pronunciou através de uma rede social. “A quem interessar possa. As Escolas de Samba de Pelotas (Academia, Unidos do Fragata, Estação, Imperatriz e Ramiro) não comporão a programação oficial do Carnaval de Pelotas. Nem de camisa, nem sem camisa, nem pelado, nem de roupa.”
As entidades reconhecem que, ainda que tivessem aceito o local provisório para o desfile - o prolongamento da avenida Bento Gonçalves -, mudaram de ideia após tomarem conhecimento das limitações do espaço, apontadas pela própria Secult após as vistorias técnicas.
Embora tenham decidido não participar do desfile e do concurso, as escolas se dispuseram a fazer intervenções nas comunidades, como na praia do Laranjal.
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Atraso na entrega do Loteamento Anglo causa sofrimento em famílias contempladas

"Justificativas para paralisações nas obras levantam uma série de questões que não são totalmente esclarecidas pelo Poder Público".

Enquanto seu neto de sete anos e o amigo perguntam: "Tia, quando vamos ter nossa casa?", a avó Carmem Regina tem dificuldades, em meio ao choro, de conversar com a equipe de reportagem do Diário Popular. "Esse assunto me incomoda muito", diz. Em março do ano passado, após tempo de negociação sem resultado, a moradora do Anglo em Pelotas foi intimada por assistentes sociais da prefeitura a abandonar sua casa - um pequeno chalé em precárias condições - em dez dias, com a promessa de que em quatro meses teria uma casa de alvenaria. "Eu sabia que não cumpririam os prazos, minha casinha era humilde, mas confortável, por isso eu não queria sair", diz. Sem opção, Carmem foi morar com a filha e os dois netos de favor no terreno de um vizinho, em condições mais precárias ainda, onde está há mais de um ano e sem perspectiva de mudança.

O loteamento Anglo deveria ter hoje 90 casas e famílias em situação semelhante, porém, atualmente há uma desigualdade. De um lado, 58 famílias que foram sorteadas para as casas que já foram entregues, através da verba do PAC Farroupilha, obtida em 2008, para a construção de quatro loteamentos, entre eles o Anglo. No outro, as 32 famílias, entre elas oito que tiveram sua antiga moradia retirada, que aguardam a construção do restante do loteamento. A primeira parte estava prevista para ser entregue ainda no ano passado.
O drama de quem segue sem moradia
A esperança e a autoestima das famílias que permaneceram sem moradia no ano passado, tratado em matéria realizada pelo Diário Popular sobre o primeiro Natal na casa própria, que mantinham a fé de comemorar a virada deste ano em um lar digno, estão abaladas. Tão abaladas que Carmem Regina não consegue falar sobre o assunto sem chorar e ser amparada pela irmã e vizinhos que vivem a mesma situação.
Na atual condição em que vive, o forro de sua casa é uma lona plástica e o chão terra batida coberta por carpetes. A umidade e o frio que atravessam as fendas fazem com que situação seja ainda pior do que antes. "Eu morava em um chalé igual, mas ele era ajeitado e eu recém tinha dado uma arrumada nele. Na época uma assistente social veio aqui e me disse: 'Mora em uma tapera e não quer melhorar' e que se eu não saísse as máquinas iam passar por cima. Mas eu estava vendo que não iam cumprir o prazo, pedi que eles assinassem um papel dizendo que iam entregar a casa em quatro meses que eu saía e desconversaram", diz. "Agora sim eu moro numa tapera, há um ano e quatro meses. Minhas esperanças se foram", completa.
Clóvis dos Santos Cabistany também teve sua casa retirada. Apesar de também morar em um chalé, sua antiga moradia era "ajeitada", como afirma, e tinha cinco peças e um banheiro em área de terreno maior. Atualmente ele está em uma das casas entregues, porém a habitação tem apenas dois pequenos quartos, sala junto a cozinha e um banheiro, espaço insuficiente para acomodar ele, sua esposa mais os cinco filhos e a enteada. O quarto dos pequenos é ocupado por um beliche, uma cama e um colchão, sem espaço para armários ou guarda-roupa. O quarto do casal é dividido com os dois filhos menores. O restante dos móveis e eletrodomésticos está provisoriamente em um pequeno chalé.
"Eu disse na época que não queria sair porque esta casa não teria acomodação para toda a minha família. Para sair fizemos um acordo, além de uma casa eu ganharia um espaço de terreno, menor do que o que eu tinha, para poder acomodar o restante das coisas. Isso já faz mais de um ano e até agora nada."
Jogo de empurra-empurra
As justificativas para a parada da obra levantam uma série de questões que não são 100% esclarecidas pelo Poder Público. Em 2008 a cidade foi contemplada com verba do Programa de Aceleração do Crescimento Farroupilha (PAC), através do qual obteve recurso para diversas obras, entre elas quatro conjuntos habitacionais: Anglo, Ceval, Parque Farroupilha e Osório - destes apenas o Ceval já foi entregue. A assinatura do contrato foi realizada em maio daquele ano, pelo então prefeito Fetter Júnior (PP), e a contratação da empresa Artefatos de Concreto Pedro Osório (ACPO), vencedora da licitação para as obras de infraestrutura - rede de esgotos, terraplanagem, pavimentação e rede de água -, ocorreu em dezembro.
No final de abril de 2009 a empresa foi liberada para começar as obras. Um ano depois, o empreendimento vencedor do projeto de licitação para construção das casas - não só do Anglo, como do Ceval e do Osório -, Pérgola Arquitetura Construção e Restauração Ltda, abandonou o canteiro de obras devido a problemas financeiros. Seis meses mais tarde a prefeitura rescindiu o contrato e teve de abrir um novo processo de licitação com os valores atualizados. A contratação de outra empresa, Quality Engenharia Ltda, vencedora da nova licitação, porém, só ocorreu um ano depois, em setembro de 2011.
Estação elevatória travou o processo
Uma mudança de planos quanto à ligação da rede de esgotos do loteamento também travou as obras. O engenheiro do Sanep responsável pelo projeto, Arnaldo Soares, explica que inicialmente a rede de esgotos das casas do Anglo seria ligada a uma tubulação já existente, porém a declividade do terreno ficou acentuada e exigiu que o plano fosse alterado, já que a escavação do local era impraticável. Foi a partir daí que a Unidade Gestora de Projetos (UGP), optou por fazer uma nova estação elevatória que contemplasse também a região da Balsa.
O pedido foi encaminhado ao Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) em maio de 2011. Meses depois a autarquia enviou o projeto para o Setor de Representação de Desenvolvimento Urbano e Rural (Redur), da Caixa Econômica Federal. O presidente do Sanep, Jacques Reydams, afirma que o banco é muito rigoroso e exigente quanto aos processos apresentados e, em decorrência disso, o mesmo retornou com pedidos de adequações mais de uma vez.
A última vez que o projeto foi encaminhado à Caixa, segundo Reydams, foi em maio deste ano - três anos depois da decisão de criar a rede elevatória. No dia 11 de julho, porém, a Caixa afirma, via assessoria de imprensa, que solicitou documentos complementares ao Executivo e que a agilidade de seus processos depende do "do envio tempestivo e adequado da documentação solicitada".
Obras suspensas
Em março de 2011 a ACPO recebeu notificação de suspensão de serviço (veja no infográfico). "Executamos até onde dava, pois em determinado momento precisávamos da definição da estação elevatória de esgoto, pois dependendo da mudança isso traria alterações no nosso projeto original. Além disso, com o comunicado de suspensão, se a empresa executar algum serviço não poderá receber por ele", afirma o gerente comercial da empresa, Leandro Sabbado.
Segundo o responsável pela Quality Engenharia, Ubirajara Leal, o combinado era que a mesma deveria ir construindo e entregando as habitações. Assim, as primeiras residências foram entregues em janeiro de 2012 e as últimas em março. No dia 14 de maio, porém, a empresa também recebeu uma notificação de suspensão de serviço por parte da prefeitura, com a justificativa de "falta de liberação de área". De acordo com Leal, isso ocorreu porque algumas famílias se recusavam a deixar suas casas instaladas em área onde seriam construídas novas e em decorrência da não definição do local onde seria construída a estação elevatória de esgoto.
Informações desencontradas
O responsável pela UGP, Jair Seidel, afirmou à reportagem que todas as famílias retiradas de suas casas no ano passado foram acomodadas em outros locais pela prefeitura, o que não se confirmou. Desconfortável com as perguntas feitas pelo Jornal, o dirigente afirmou que quem pode precisar as justificativas quanto à demora de mais de dois anos para que o projeto do Sanep ficasse pronto é o presidente da autarquia. Já Reydams afirma não ter esta resposta por ter assumido o Sanep em janeiro.
Seidel ainda omitiu à reportagem que a empresa Quality Engenharia Ltda enviou pedido de rescisão de contrato - protocolado na prefeitura no dia 2 de julho - e até a terça-feira (16) à tarde afirmava que a mesma retomará as obras em agosto. A informação não foi confirmada por Leal. Com a rescisão, um novo projeto de licitação deverá ser aberto.
O gestor afirma que para agilizar o processo conseguiu aterro gratuito - sobra da obra de duplicação da BR-392 - e abriu uma licitação para encontrar uma empresa que leve o material para o Anglo. Como não apareceu nenhuma interessada, foi aberto um novo processo - o edital será publicado na quinta-feira. A prefeitura, via assessoria de imprensa, diz estimar que o aterramento esteja pronto até o dia 15 de agosto.
A comunidade do Anglo acredita que a medida esteja sendo feita na tentativa de ganhar tempo com a comunidade que já lotou a Câmara de Vereadores em uma audiência pública, no dia 14 de junho, onde pediu agilidade no processo. Sem respostas concretas sobre a demora, a mesma, com o apoio inclusive das 58 famílias que já foram contempladas, pretende procurar o Ministério Público (MP).
A indignação é referente, principalmente, às dúvidas que não são respondidas nem à comunidade, nem à imprensa. Se 58 casas foram construídas sem a rede elevatória de esgotos que seria ligada somente depois, por que não poderiam ser construídas as 90? Por que dois anos de demora para se fazer um projeto de rede elevatória? Até hoje, um ano depois, a rede de esgoto daquelas famílias está ligada diretamente no canal do Pepino, sem tratamento de efluentes.
Dos loteamentos do PAC Farroupilha, apenas o Ceval foi entregue. O Osório, assim como o Barão de Mauá - construído para as 152 famílias vítimas das enchentes de 2009 que moram em área de risco - aguardam o término de uma rede elevatória de esgoto que está em construção e ajustes na infraestrutura. Algumas casas do Barão de Mauá, porém, entregues à prefeitura em junho do ano passado, foram depredadas e precisam de conserto.
Retomada da obra
O valor total da obra do Anglo é de R$ 3 milhões (R$ 1,6 milhão com as habitações, R$ 1,2 milhão com infraestrutura e R$ 200 mil com o Centro comunitário entregue há uma semana), porém foi realizado apenas 64% do contratado, segundo Leal. O engenheiro afirma até hoje não ter recebido a última nota e, além disso, rescindiu contrato porque os valores assinados em 2011 hoje são impraticáveis. "Esperei um ano porque tenho compromisso com as coisas, mas agora não é viável mais", explica o engenheiro, que já teve grande prejuízo.
"A empresa comprou material hidráulico, esquadrias, entre outros itens para as 90 casas e para conseguir preço. Isso tudo está parado, sem uso", diz. Já o gerente comercial da ACPO, afirma que a empresa tem todo o interesse em retomar as obras, mas não pode fazer isso em decorrência da notificação para suspensão, sem que a prefeitura defina onde será instalada a rede elevatória de esgotos e sem os devidos ajustes de preços, já que os valores acertados em 2008, quando foi assinado o contrato, estão defasados.

Cronograma da obra
Maio de 2008 - Prefeito Fetter Júnior assina contrato para as casas do Anglo, Ceval e Osório, "lançamento do PAC"

Dezembro de 2008 - Assinatura de contrato com a empresa Artefatos de Concreto Pedro Osório (ACPO), vencedora da licitação para as obras de infraestrutura.

Abril de 2009 - Início das obras de infraestrutura

Abril de 2010 - Empresa Pérgola Arquitetura Construção e Restauração Ltda. abandona o canteiro de obras alegando problemas financeiros.

Setembro de 2010 - Contrato com empresa Pérgola Arquitetura Construção e Restauração Ltda. é rescindido.

Março de 2011 - ACPO recebe notificação de suspensão de obra, decorrente de "dificuldade para sequência das obras enquanto tramita junto à Caixa Econômica Federal documentos relativos aos ajustes de projeto e o orçamento, assim como aguarda a remoção dos ocupantes da beira do canal e áreas das intervenções".

Maio de 2011 - Prefeitura solicita novo projeto da rede elevatória de esgotos, com capacidadee para atender também os moradores da Balsa, para o Sanep.

Setembro de 2011 - Empresa Quality Engenharia e Consultoria Ltda., vencedora da nova licitação para construção das casas, é contratada.

Janeiro de 2012 - Primeiras casas são entregues.

Março de 2012 - Últimas das 58 casas iniciais são entregues.
Maio de 2012 - Quality recebe comunicado de suspensão de obras por falta de liberação de área.
Junho 2013 - Moradores do Anglo lotam Câmara de Vereadores em uma audiência pública para cobrar agilidade no processo.
Julho de 2013 - Empresa Quality Engenharia e Consultoria Ltda. protocola pedido de rescisão de contrato com a prefeitura.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dessa vez o crack perdeu!


Escola Chico Mendes, uma das 51 escolas que receberam as atividades do Projeto Circuito Papo Reto e a ferramenta literária O Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra.

O Circuito Papo Reto que visa contribuir para o processo de prevenção ao crack e já atraiu desde 2008, mais de 360 mil jovens em 160 municípios, incluindo Salvador, Brasília e cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, através de palestras, oficinas e atividades realizadas pela CUFA RS e o comunicador e ativista social, Manoel Soares tem muito o que comemorar!

CONVITE

Em 2012 foram mais de 45.000 jovens que fizeram parte do maior projeto de prevenção ao crack em ambiente escolar no país. Foram mais de 1.100 atividades envolvendo diretamente 51 escolas municipais de Porto Alegre.

A Central Única das Favelas do RS por meio do Projeto Circuito Papo Reto Porto Alegre realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre através da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação tem a honra de convidar para a 1a. Exposição Circuito Papo Reto que se realizará no dia 11 de dezembro de 2012 às 15h00 no 2o. Andar do Centro Cultural Usina do Gasômetro, localizado à Av Presidente Joao Goulart 551.

Na ocasião haverá a entrega do Troféu Honra Preventiva para os entusiastas da prevenção em nosso país.

Informações: 51 78145385 e 51 32243995 ou por email: oficialcufars@gmail.com

terça-feira, 6 de novembro de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

O Bonde não para... A CUFA continua atuando fortemente nas suas cidades e regiões, veja o que está rolando pelo nosso estado


Frederico Westphalen - Competição de Skate agita o sabado Frederiquense
http://cufafredericowestphalen.blogspot.com.br/2012/05/competicao-de-skate-agita-o-sabado.html

Porto Alegre - Mulheres da Paz 
http://www.cufars.org.br/novo/?noticias,1011

Canoas - Oficinas
http://www.cufacanoas-rs.blogspot.com.br/2012/06/oficinas-na-na-casa-das-juventudes.html

Montenegro - Diálogos com mulheres das favelas e periferias
http://cufamontenegro.blogspot.com.br/2011/06/dialogos-com-mulheres-das-favelas-e-das.html

Eldorado do Sul - CUFA participa de seminário de formação cidadã em Guaíba.
http://cufaeldoradodosulrs.blogspot.com.br/

Guaiba - Exposição encerra o transfotografia
http://cufaguaiba-rs.blogspot.com.br/2012/05/exposicao-encerra-o-transfotografia.html