quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cadastro Único é descentralizado

Prefeitura opta por oferecer o atendimento à população dentro dos bairros da cidade.

Por: Redaçãoweb@diariopopular.com.br
CRAS Fragata fica localizado na avenida Duque de Caxias, 734 (Foto: Marcel Ávila/Prefeitura de Pelotas)
CRAS Fragata fica localizado na avenida Duque de Caxias, 734 (Foto: Marcel Ávila/Prefeitura de Pelotas)
O atendimento descentralizado do Cadastro Único para Programas Sociais será implantado oficialmente a partir desta quinta-feira (4), às 15h30min, no CRAS Fragata (avenida Duque de Caxias, 734), em Pelotas. Além do Fragata, atividade também será estendida para os bairros Areal, Três Vendas e Navegantes.
*Com informações da Assessoria de Comunicação (Ascom) da prefeitura.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Centros de Juventude vão beneficiar 59 mil jovens em vulnerabilidade



Com o objetivo de contribuir para a redução dos índices de violência, o governo do Estado lançou cinco Centros de Juventude nos municípios de Porto Alegre (bairros Restinga, Cruzeiro do Sul e Rubem Berta), Alvorada (Umbu) e Viamão (Santa Cecília). O funcionamento dos Centros se dá por meio de parceria entre o governo do Estado e Organizações Não Governamentais (ONGS) e o termo de colaboração foi assinado, nesta quarta-feira (26), no Palácio Piratini na presença do governador José Ivo Sartori e da secretária do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori. 
No total, serão seis Centros de Juventude no Rio Grande do Sul. Um deles já está em funcionamento desde março deste ano, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, em parceria com o Instituto São Francisco de Assis. Os Centros fazem parte do Programa de Oportunidades e Direitos (POD), e conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que este ano vai repassar R$ 10 milhões, para a inclusão direta de 3.600 jovens em 2017.

O projeto pretende atingir 59 mil jovens, direta e indiretamente, de ambos os sexos, com idade entre 15 e 24 anos, em situação de vulnerabilidade pessoal e social. O programa, que tem por objetivo prevenir a atividade delitiva e melhorar suas oportunidades de integração social, é executado pela Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos (SDSTJDH), com a participação da Secretaria da Segurança Pública (SSP).  
"O governo do Estado busca a transformação social, a autonomia e a oportunidade para a nossa sociedade mais vulnerável. Este é um momento de celebração de um trabalho que adotamos desde o primeiro dia da gestão: um projeto de futuro, voltado para prevenção e a consolidação da cultura da não violência, da paz, da convivência, da solidariedade e do voluntariado", ressaltou o governador.  
Sartori falou que os Centros de Juventude são espaços públicos e comunitários de convivência e troca de conhecimento. "Serão fábricas de oportunidades, de alternativas e de construção de talentos. É o impulso que nossos jovens precisam para ocuparem seus lugares como protagonistas na construção da própria identidade", destacou.  
O prefeito de Alvorada, José Arno Appolo do Amaral, repassou para o Estado o terreno no bairro Jardim Salomé, onde será construído o prédio do Centro de Juventude, e assinou o termo de cessão de uso do Centro de Capacitação Profissionalizante Milton Santos, onde será implantado o Centro de Juventude até a conclusão da obra do prédio próprio. Também assinou o termo de cessão de uso do terreno onde está instalado o 24º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Bela Vista/Maringa, para reforma e construção de uma Base Comunitária.

A secretária Maria Helena disse que este é mais um passo para garantir oportunidade aos jovens. "É uma importante política pública de prevenção e geração de oportunidades. Se cuidarmos das nossas crianças e dos nossos jovens hoje, certamente teremos cidadãos melhores e uma sociedade melhor no futuro. O governo do Estado investe em programas que possibilitam uma nova história de vida para as crianças, adolescentes e suas famílias", reconheceu.  
Segundo o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, 32% dos homicídios praticados no Rio Grande do Sul, entre 2012 e 2016, ocorreram nos seis territórios de abrangência dos Centros de Juventude. "Esse número dá a dimensão da importância desse programa na construção de uma nova sociedade. É uma experiência inédita e única para que os jovens tenham perspectivas e sejam exemplos edificantes", afirmou.

O jovem Guilherme Rodrigues, que frequenta o Centro de Juventude da Lomba do Pinheiro, vê o local como uma "oportunidade de enxergar aquilo que gosta de fazer e desenvolver suas habilidades"
Em nome das entidades parceiras, José Nivaldo Brissuela Brum da Fundação Maçônica Educacional, falou que este será um trabalho eficaz onde os jovens serão os agentes de transformação. "Essa juventude representa a esperança de uma sociedade melhor", concluiu.

As obras devem começar em novembro nos municípios e até a conclusão devem funcionar em sedes provisórias. Na solenidade também foi anunciada a doação, pelo Banrisul, de 180 computadores e mobiliário para os Centros de Juventude. 
Entidades parceiras (Ongs) 
1 – CUFA – Central Única de Favelas, responsável pelo Centro de Juventude Cruzeiro, com área de abrangência na Grande Cruzeiro;
2 – AMURT – AMURTEL – Associação Beneficente, Centro de Juventude Restinga, com área de abrangência na Grande Restinga;
3 – FME – Fundação Maçônica Educacional, Centro de Juventude Rubem Berta, com área de abrangência no bairro Rubem Berta e entorno;
4 – São Jerônimo – Associação Afro Cultural e Beneficente de Matriz Africana, Centro de Juventude de Alvorada, com área de abrangência ano bairro Jardim Salomé e adjacências;
5 – RENAPSI – Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração, Centro de Juventude de Viamão, com área de abrangência no bairro Santa Cecília e entorno.  
Centro de Juventude
Os Centros desenvolverão intervenções orientadas para reduzir a exposição dos jovens a circunstâncias e comportamentos de risco, gerando alternativas de desenvolvimento humano e de inclusão social e produtiva, como também, potencializar a oferta de atividades e serviços para os demais segmentos da população local.  
O Centro da Juventude vai oferecer os seguintes serviços:
- atividades formativas em cultura cidadã, resolução pacífica de conflitos e de fortalecimento de identidade;
- atividades culturais e esportivas destinadas à conclusão do ensino fundamental e médio para aqueles que estejam fora da escola;
- atividades de formação para o trabalho (empregabilidade);
- criação de oportunidades de aprendizagem/estágio/trabalho.  
Acordo de Resultados 
O Programa de Oportunidades e Direitos (POD) é um projeto prioritário da Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos (SDSTJDH) no Acordo de Resultados 2017. Assinado por todas as secretarias e vinculadas, o Acordo consiste no acompanhamento dos projetos definidos como prioritários para serem executados pelo governo do Estado. Envolve o planejamento de indicadores de desempenho, ações e eficiência da gestão.

Essa rede de governança prioriza as demandas da sociedade com intuito de construir um governo mais eficiente na aplicação de recursos, mais ágil e menos burocrático, que, de forma transparente, dialogue com a população e entregue serviços de qualidade.

http://www.sdstjdh.rs.gov.br/centros-de-juventude-vao-beneficiar-59-mil-jovens-em-vulnerabilidade 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CUFA retorna a Pelotas após cinco anos


Com o olhar da própria periferia, o objetivo é empoderar o jovem através da educação e da cultura
Navegantes. Iniciativa será retomada no  local de origem  (Foto: Carlos Queiroz - DP)
Navegantes. Iniciativa será retomada no local de origem (Foto: Carlos Queiroz - DP)
Só o morador sabe o quão quente é o chão do gueto quando pisado por pés descalços. Da periferia para a periferia, está retornando, após cinco anos de inatividade, a Central Única das Favelas (Cufa) em Pelotas. O objetivo segue sendo empoderar o jovem utilizando sua própria linguagem.
A Cufa surgiu há 20 anos como uma organização em prol da união entre as favelas do Rio de Janeiro. Buscava-se, à época, a criação de espaços para que a população periférica - especialmente os negros - pudesse expressar atitudes, questionamentos e cultura, tendo como principal braço o hip hop, linguagem própria dos guetos.
A proposta cresceu, ganhou todo o Brasil e chegou até Pelotas em 2006 através do Fórum das Periferias, quando representantes da Cufa em Porto Alegre decidiram por trazê-la para a cidade mais negra do Estado. A partir daí, principalmente no Navegantes 1 e 2, iniciaram-se projetos de capoeira, rap, documentário e dança, sempre com o objetivo principal de, para além de estimular a ocupação, promover geração de trabalho e renda e crescimento humano.
Em Pelotas, a organização durou até 2012 e agora articula-se para voltar a fazer diferença na periferia. No último dia 2, os coordenadores locais receberam a informação de que, em Porto Alegre, já era comentada a intenção de retornar os trabalhos por aqui “na mesma linha, de fazer do jovem um protagonista da própria história”, comenta Edson Mesquita, coordenador geral.
Do próprio jeito
A Cufa destacou-se sempre, e é objetivo que assim permaneça, por ser uma ação criada pela população periférica para ela mesma - o slogan é autoexplicativo: “fazendo do nosso jeito”. Pudera: por maior e mais sensível que seja um trabalho acadêmico, é apenas o olhar local, pé no chão, capaz de apresentar a realidade de fato. “Temos o olhar real. Falamos a linguagem de quem precisa ouvir, por mais interessantes que sejam as ferramentas técnicas”, comenta Sandro Mesquita, coordenador de cultura em Pelotas.
Nessa nova fase, a Cufa Pelotas pretende realizar parcerias com universidades, poder público, iniciativa e ONGs para que vire realidade a intenção de realizar projetos longos, com duração de seis meses, para que o jovem tenha tempo de integrar-se e fazer daquela atividade uma rotina. Três ações já estão prontas para saírem do papel: o retorno das aulas de futebol e capoeira e a implementação da Maria Maria, iniciativa que busca orientar as moradoras das periferias acerca da Lei Maria da Penha. Pensa-se também em utilizar a recentemente inaugurada pista de skate do Navegantes para oficinas.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Criatividade em alta

COLETIVO

EstúdioZero53 é alusão ao prefixo telefônico de Pelotas e região, relacionado ao desejo de divulgar a arte produzida em âmbito local




Os criadores da criatura - Gordo Muswieck, Amanda Zaffalon e Rafael Nem: tatuagem, moda e grafite (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Os criadores da criatura - Gordo Muswieck, Amanda Zaffalon e Rafael Nem: tatuagem, moda e grafite (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Espaço interna do estúdio Zero53, no centro de Pelotas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Espaço interna do estúdio Zero53, no centro de Pelotas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Banheiro do Zero53, estúdio localizado na rua Major Cícero, entre Andrade Neves e General Osório, no centro de Pelotas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Banheiro do Zero53, estúdio localizado na rua Major Cícero, entre Andrade Neves e General Osório, no centro de Pelotas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)
Do lado de fora já é possível perceber que ali encontra-se um lugar diferente. Isso porque a fachada do imóvel parece ter sofrido a ação de um spray gigante, acionado de modo a deixar que uma tinta branca escorresse por entre as janelas até o chão. Esta é, sim, uma casa do grafite, mas também da tatuagem e da moda. O estúdio Zero53 é um espaço cultural, um coletivo de artistas, um respiro de arte em meio a sucessão de concreto no centro de Pelotas.
A história desse local inspirador começou com o grupo de grafite e ilustração homônimo, formado por Gordo Muswieck e Rafael Nem. Ganhou esse nome em alusão ao prefixo telefônico da cidade (053), relacionado com a vontade de divulgar a arte produzida em âmbito local. Por este motivo, a recepção do estúdio criativo é uma espécie de loja que comercializa desde prints até camisetas. Tudo feito por nomes daqui.
Nas demais dependências do Zero53, cada profissional ficou responsável por seu próprio espaço. Rafael montou um estúdio de tatuagem logo na entrada, enquanto Gordo Muswieck organizou um ateliê de arte, onde expõe suas obras e também recebe clientes. Nos fundos da casa, Amanda Zaffalon está finalizando sua oficina para confecção de vestuário masculino e feminino. A jovem formada em Moda pela Universidade Católica de Pelotas pretende oferecer as coleções tanto em pronta entrega quanto via internet.
Ocupar com talento
Circular pela casa desse trio é encontrar arte em cada canto. O imóvel foi completamente transformado nos últimos três meses, com a ajuda da arquiteta Liana Robe, a fim de possibilitar ao visitante uma imersão a tudo que inspira os donos. E não se encontram apenas telas de Gordo ou desenhos de Rafael. Também estão dispostos trabalhos de inúmeros artistas pelotenses, entre eles Pablo Conde, GuiNR, Povo, Bero e Choer. A bandeira defendida é “venha fazer arte com a gente”, numa clara intenção de somar forças.
Além de cada um dos ateliês, o local situado na rua Major Cícero, 358, oferece um jardim de inverno, uma sala de estar, dois banheiros e um pátio preparado para desenvolver atividades, com direito a vários pallets repletos de almofadas, churrasqueira e uma tenda. O Zero53 já promoveu dois eventos e está aberto para receber mais propostas de ocupação do espaço. O pensamento vigente é de que o trabalho de um ajuda na divulgação do fazer artístico do outro.
O local funciona em horário comercial, de segunda a sexta-feira, principalmente através do estúdio de tatuagem. Gordo costuma viajar bastante e prefere receber visitas sob agendamento. O ateliê de Amanda deve ficar pronto em junho. Enquanto isso, a intenção segue em movimentar cada vez mais a casa através de uma programação cultural, fazendo com que o público conheça as potencialidades tanto do trio quanto dos demais artistas de Pelotas.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Líder da Cufa no RS, Manoel Soares, passará a integrar time do “Encontro com Fátima”

Como coordenador da Cufa Pelotas fico feliz de poder ter desenvolvido vários projetos e esperando desenvolver muito mais com essa fera da comunicação social Manoel Soares.
Que com todo profissionalismo e sensibilidade leva para televisão situação vividas diariamente nas vilas, favelas, periferias ou quebradas mas com a intenção de reflexão e buscanda solução. 
Sucesso no desafio!
#representa

Coordenador da Cufa e repórter da RBS TV fara parte do elenco do programa Encontro com Fátima Bernardes
Reconhecido pelo telespectador gaúcho por seu jeito único de fazer jornalismo, falando a linguagem da periferia, o repórter Manoel Soares agora irá expandir sua atuação. Convidado pela TV Globo para participar do programa “Encontro com Fátima”, capitaneado pela apresentadora Fátima Bernardes nas manhãs de segunda à sexta-feira, Manoel já decidiu que irá aceitar o convite, embora ainda esteja acertando os últimos detalhes com a emissora, da qual a RBS TV é afiliada.

Manoel Soares está há 15 anos no Grupo RBS e a 17 na Cufa. É baiano, nasceu em Salvador e foi para o Rio Grande do Sul emn1997, na Cufa escreveu livros para o público infanto-juvenil e tem intensa atividade entre os jovens. Se aproximou da televisão pela cultura hip-hop, participando de programas da TVE.
Na Cufa além de liderar as ações no RS, ele se dedicou a melhorar a relação da imprensa com as periferias. Ao longo do tempo, expandiu suas reportagens para todos os segmentos. Nos últimos 15 anos, integra um projeto nacionalmente reconhecido de reposicionamento da televisão dentro das periferias.
O convite da Globo não veio por acaso. A relação madura e comprometida da RBS TV com as periferias impactou muitos programas da Rede Globo. Há algum tempo, o repórter já vem participando de atrações nacionais. Além do próprio Encontro, já fez reportagens para o Profissão Repórter, de Caco Barcellos, e, mais recentemente, fez parte do grupo de pessoas consultadas em todo o Brasil por Luciano Huck para o programa especial Inspirações, que foi ao ar no dia 31 de março e premiou brasileiros cujas histórias de vida são exemplos de altruísmo e dedicação ao próximo.
Mesmo nessa nova fase da carreira, quando terá o desafio de ampliar a audiência de Fátima Bernardes nas periferias do restante país, Manoel não pretende se distanciar dos gaúchos, ao contrário, seguirá morando em Porto Alegre e diz que estará mais próximo do que nunca dos telespectadores daqui:
– Minha relação com a Cufa no RS não diminiu nem se encerra, vou morar em SP e RS neste próximo ano e vamos colocar nesta nova etapa tudo que a Cufa me ensinou

segunda-feira, 3 de abril de 2017

CUFA ATIVA NOVAS BASES EM QUATRO CIDADES NO RIO GRANDE DO SUL


No domingo, 02, foram ativadas bases da Central Única das Favelas em Gravataí e Sapucaia do Sul; e a reativação da base em Montenegro e Pelotas. Edson Luis Duarte Mesquita, coordenador municipal da CUFA em Pelotas, ressalta a necessidade da reativação da base na cidade e a continuidade de projetos como as oficinas de dança, teatro e o basquete de rua







Fábio Evangelista, coordenador municipal da CUFA em Sapucaia do Sul, destaca os projetos anteriores a instalação da CUFA que devem ter continuidade, como o baile de debutantes para adolescentes periféricas, escola de futebol comunitária e o desenvolvimento de novos projetos.

 Rogério Santos, coordenador municipal da CUFA em Montenegro, enfatiza a relevância da reativação de projetos na comunidade como o projeto Maria Maria, Papos de Segunda, Cine na Quebrada e o Ciclo de Palestras.

 Christian Soares, coordenador municipal da CUFA em Gravataí, salienta a parceria com a ASSAGRA que ajuda atualmente com os projetos Esporte e Lazer, Dia do Esporte, Roda de Capoeira, Taekwondo e Rua do Skate. Ambos preveem grandes avanços com a chegada da CUFA para mobilizar a população, oferecendo-lhes perspectivas e oportunidades, sempre com sutileza ao lidar com as diferentes realidades, sensibilizando e conscientizando a sociedade.
Vale ressaltar as bases existem em Frederico Westphalen, coordenada pelo Roberto Torres Junior (Junior) e a base em Porto Alegre, coordenada pelo Manoel Soares, juntamente com Paulo Daniel Santos.
Como conselho aos novos líderes, Manoel Soares diz: "O principio básico para pessoa ser um coordenador da CUFA, é que ela precisa morar no território favela. Porque ela consegue transformar o estigma de morar numa favela numa comunidade, no carisma de estar ali. A CUFA não vem só para resolver os problemas de criminalidade, de tristeza, de raiva, de ódio, de revolta com o poder público; pelo contrário, a gente cria estratégias para revelar talentos, para mostrar aspectos positivos, disseminar e encontrar soluções, quando nós não temos que criar essas soluções, então, a gente vem trazer uma agenda positiva para a favela. Que esses lugares tem criminalidade, tem morte e tem tristeza, isso aí o jornal já fala, isso aí a imprensa faz questão de dizer e os números de violência fazem questão de dizer. O que ninguém diz são os aspectos positivos desses territórios, como é que nós quebramos essa lógica maligna que foi imposta e começamos a coloca-la dentro de outro paradigma, essa é principal função da CUFA. E é para isso que nós estamos aqui, para construir essa nova lógica. Cada um desses líderes tem essa missão. A CUFA acredita que riqueza abençoada, é riqueza compartilhada. E hoje a nossa maior riqueza é o nosso conhecimento coletivo e é isso que nós temos para disponibilizar".

quinta-feira, 20 de março de 2014

CUFA- RS E TINGA: GOL DE PLACA!!!!!

Cufa-RS lança a campanha “Chutando o preconceito”, que conta com a parceria do jogador de futebol Tinga, do Cruzeiro



19 de março de 2014  

Vítima de ofensas racistas no jogo contra o Real Garcilaso, no último dia 12 de fevereiro, pela Libertadores, o volante Tinga, que recebeu o apoio na luta contra o preconceito, resolveu assumir o papel de embaixador da causa e, em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), do Rio Grande do Sul, lançará, em março, a campanha ‘Chutando o Preconceito’.
O primeiro evento ocorrerá no dia 24 de março, em Porto Alegre, e contará com a presença do jogador como principal referência. O volante é um dos parceiros da CUFA há mais de dois anos e apadrinha o Torneio Bola Comunitária, que conta com a participação de crianças de comunidades carentes do estado natal do jogador.
A ideia surgiu depois dos lamentáveis episódios envolvendo torcedores peruanos, que imitavam sons e gestos de macaco a cada vez que o volante pegava na bola. Depois de toda a repercussão do episódio e o apoio de vários brasileiros nas redes sociais, inclusive de personalidades do esporte e da política, como a presidente Dilma Rousseff e ex-jogadores como Ronaldo e Roberto Carlos, o meio-campista virou um símbolo da luta contra o racismo.
Em uma conversa com Manoel Soares, jornalista da RBS e coordenador estadual da CUFA, os dois decidiram realizar o projeto utilizando o esporte e a figura de Tinga para combater o racismo. Segundo Paulo Daniel Santos, um dos coordenadores de pequenos projetos da entidade, a ideia é fazer eventos por todo o estado e, com o tempo, expandir pelo País.
‘O Tinga sempre foi um parceiro da CUFA e amigo pessoal do Manoel Soares. Quando houve aquele ato de racismo a gente se mobilizou. A ideia é de criar um projeto para lidar com a questão do combate ao preconceito. Estamos criando esse movimento com o objetivo de diminuir o preconceito’, disse.
‘O primeiros será aqui no Rio Grande do Sul, mas a nossa ideia é criar espaços de debate para rodar todo o Brasil com essa ideia. Queremos aproveitar do esporte para disseminar esse pensamento e, ao menos neste primeiro evento, teremos a presença do Tinga como principal figura. O atleta tem algumas obrigações com o clube e tentaremos conciliar as agendas para os próximos’, acrescentou.
A campanha já ganhou apoio dos companheiros de Tinga. Pelas redes sociais, os jogadores do Cruzeiro já aproveitaram para divulgar a campanha. O meia Marlone, o volante Lucas Silva e o lateral Mayke já postaram o cartaz do movimento em suas respectivas contas no Instagram. O zagueiro Paulão, do Internacional, que até pouco tempo estava no clube celeste com Tinga, também aderiu à causa e ajudou a divulgar na internet.
O caso de racismo envolvendo a torcida do Real Garcilaso ainda está sendo estudado pela Conmebol, que prometeu se posicionar ainda nesta semana e proferir uma decisão do julgamento

. O clube acusado enviou documentos à Confederação Sul-Americana de futebol na última segunda-feira e aguarda pela sentença. Em sua defesa, alegou que nem mesmo o juiz e o delegado da partida citaram o fato e de que não há controle sobre a torcida por ter jogado em Huancayo. O clube peruano pode ser punido com multa de US$ 3 mil até a exclusão do torneio.